10.1.15

.Rascunho antigo.

Então, novamente, reli suas palavras. Não são mais suas, na verdade, são minhas palavras. Você as deu a mim. Minhas, irreversivelmente minhas.

Com esse espelho emprestado vi nosso futuro compartilhado. Nossa vida comum. Nosso riso. Nossas rugas de sorrir.

Com aperto sufocante percebi que as letras da sua caligrafia apressada se apagaram no papel. Da memória também?

Você as rescreveria? Preencheria os espaços vazios? Salvaria a nós?

Porque, vê? Você é o único que pode fazê-lo.